Ex-militar russo preso em Salvador aguarda extradição para Rússia
Sergei Kotelnikov foi detido na Bahia e enfrenta processo de extradição ao país de origem por suspeita de montar rede de armas.
O ex-militar russo Sergei Kotelnikov, de 29 anos, está preso em Salvador e aguarda o processo de extradição para a Rússia. Ele foi detido há quatro dias na capital baiana e está sob custódia na sede da Polícia Federal, localizada no bairro do Comércio, enquanto os trâmites legais são realizados.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que ainda não há previsão para a transferência do suspeito ao seu país de origem, embora a Rússia já tenha manifestado interesse em uma rápida extradição. Entre os procedimentos em andamento está a perícia realizada no aparelho celular apreendido com Kotelnikov no momento da captura.
Contexto da prisão
Condenado à prisão perpétua na Rússia por tráfico de drogas e uso de documento falso, Sergei Kotelnikov é investigado no Brasil por tentar estabelecer uma rede de distribuição de armas, munições e drogas no país. Ele foi localizado e preso no bairro de Águas Claras, em Salvador, no último sábado (10), durante uma operação policial.
A ação que resultou na captura do ex-militar fez parte da Operação Artemis, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) na Bahia, com apoio da Polícia Militar e em parceria com a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
De acordo com a SSP-BA, Kotelnikov estava no estado há menos de um mês e utilizava um aplicativo de tradução para se comunicar, pois fala pouco inglês. Antes de se estabelecer na Bahia, passou por São Paulo e Rio de Janeiro.
Mandado internacional de prisão
Sergei Kotelnikov era procurado internacionalmente, constando na Difusão Vermelha da Interpol, que é um instrumento utilizado para solicitar a localização e prisão provisória de pessoas procuradas por autoridades judiciais de outros países.
O processo de extradição segue as normas legais que regulam a entrega de indivíduos entre países para cumprimento de penas ou para responder a processos criminais, conforme explicou a SSP-BA.