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Goiás

Adolescente de 15 anos morre após disparo acidental de arma artesanal em Inhumas

Pedro Lucas Cardoso foi baleado em casa enquanto manuseava uma arma artesanal, segundo investigação policial.

Por 14/10/2026 às 23h31

O adolescente Pedro Lucas Cardoso, de 15 anos, morreu após ser baleado enquanto manuseava uma arma de fogo artesanal em uma residência na Vila Mutirão, em Inhumas, Região Metropolitana de Goiânia. O caso ocorreu na noite de terça-feira (13), conforme informou a Polícia Civil.

Segundo relatos de um amigo de Pedro Lucas, que estava presente no momento do disparo, o tiro foi acidental. O jovem, que estava na casa, fugiu assutado do local e compareceu espontaneamente à delegacia de Inhumas na manhã seguinte, acompanhado de sua advogada. Ele deu depoimento à polícia apresentando sua versão dos fatos, na qual afirmou que Pedro Lucas mostrou a arma e, ao manuseá-la, ocorreu o disparo que atingiu o próprio adolescente.

A Polícia Militar foi acionada após o disparo e encontrou Pedro Lucas já sem vida. Uma vizinha relatou aos policiais que ouviu o tiro e, em seguida, barulhos indicando que alguém saiu rapidamente da casa, circunstância que ajudou os investigadores a identificar o jovem que estava com a vítima.

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Imagens divulgadas pela TV Anhanguera mostram o armamento artesanal envolvido no incidente. De acordo com o delegado regional André Fernandes de Almeida, o tipo de arma descartou a hipótese inicial de roleta-russa, pois o objeto não possui tambor, característica presente em revólveres.

A defesa do amigo de Pedro Lucas declarou que o adolescente apontou a arma para o próprio rosto quando o disparo ocorreu, reforçando a tese de acidente. A advogada ressaltou que ambos eram amigos e estudavam juntos, e que o jovem está abalado com o ocorrido. A defesa aguarda os resultados dos laudos periciais para confirmar a versão apresentada.

Por medida cautelar, a Polícia Civil instaurou um inquérito por ato infracional análogo ao crime de homicídio para apurar todas as circunstâncias da morte do adolescente. As investigações seguem em sigilo, e os agentes aguardam a conclusão das perícias técnicas, além de continuar ouvindo testemunhas relacionadas ao caso.

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