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Mato Grosso do Sul

Santa Casa de Campo Grande suspende cirurgias cardíacas pediátricas; crianças são transferidas para São Paulo

Após suspensão das cirurgias cardíacas pediátricas na Santa Casa de Campo Grande, quatro crianças foram transferidas para hospitais em São Paulo.

Por 14/10/2026 às 23h05

Quatro crianças internadas na Santa Casa de Campo Grande foram transferidas para hospitais de São Paulo após a suspensão das cirurgias cardíacas pediátricas na instituição. A medida ocorreu no início de setembro de 2026, devido à incapacidade do hospital de realizar novos procedimentos desse tipo.

A Santa Casa comunicou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em resposta a um ofício datado de 2 de outubro de 2026, que os pacientes foram incluídos na Central de Regulação de Alta Complexidade do estado. Essa regulação busca vagas em serviços de referência em outros estados para garantir atendimento especializado.

A Santa Casa de Campo Grande é a única unidade credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul para cirurgias cardíacas pediátricas. A suspensão, que abrange os atendimentos eletivos desde 29 de julho, ocorreu por falta de materiais e atrasos nos pagamentos dos médicos, segundo o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS).

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O processo de encaminhamento para outros estados se dá pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e mecanismos de regulação interestadual, dependendo da disponibilidade de vagas e da adequação da estrutura clínica para cada caso.

As crianças foram encaminhadas para hospitais em São Paulo, incluindo o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e o Instituto do Coração (InCor) ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Investigação sobre a fila de espera por cirurgias cardíacas pediátricas

O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar as ações da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, da Secretaria de Estado de Saúde e da Santa Casa visando a redução da fila de espera por esses procedimentos no SUS. O órgão requisitou informações sobre a quantidade de pacientes aguardando atendimento, classificação de risco, procedimentos realizados e medidas previstas para ampliar a assistência.

Até a publicação da reportagem, não houve retorno das secretarias municipais e estadual de saúde sobre o assunto.

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