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Política

PF identifica Flávio Bolsonaro como usuário master de conta de empresa de advogado investigado por lavagem de dinheiro

Senador e candidato a presidente está cadastrado como usuário master em conta da empresa Alcazar Holdings, ligada a Willer Tomaz, sob investigação da PF.

Por 14/10/2026 às 20h55

O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) foi registrado como “usuário master” numa conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado Willer Tomaz, que está investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro.

Segundo relatório da PF, o cadastro conferia a Flávio Bolsonaro um “acesso operacional relevante” à conta, sugerindo sua possível participação econômica ou societária na empresa, ainda que ambos neguem relações comerciais.

A investigação começou no Rio Grande do Sul e envolve suspeitas de crimes relacionados à evasão de divisas e lavagem de dinheiro, com um dos alvos sendo a casa de apostas Blaze. A apuração chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro especial de Flávio Bolsonaro, após seu nome surgir em e-mails apreendidos na quebra de sigilo telemático de Willer Tomaz.

Leia também: Equipe de Lula afirma que adesão de Flávio Bolsonaro ao fim da escala 6×1 é falsa

E-mails apontam pedido para retirada de Flávio da conta

Em um dos e-mails, de 22 de maio de 2025, a secretária de Willer Tomaz, Fayla Menezes, solicitou ao banco Santander a exclusão do senador da posição de “usuário master” da conta da empresa. O banco atendeu ao pedido, removendo Flávio do contrato.

A PF ressaltou que, na abertura da conta da Alcazar Holdings, Flávio constava como usuário master, posição que lhe conferia elevados níveis de acesso e gerenciamento segundo a documentação oficial.

Relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

Ambos são amigos, porém negam possuir negócios em comum. A Alcazar Holdings também é uma das proprietárias do avião Legacy 650 utilizado por Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz numa viagem dos Estados Unidos ao Brasil, realizada em janeiro de 2025.

Além de Tomaz, outros dois sócios detêm cotas do jatinho: Laerte Cosentino, da Totvs, e o banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master pela empresa Prime You, que gerencia a aeronave. Flávio Bolsonaro disse que a viagem foi a convite de Willer Tomaz.

Respostas das partes envolvidas

Flávio Bolsonaro afirmou que nunca manteve conta com Tomaz ou suas empresas como usuário master, ressaltando que o e-mail da secretária comprova que a associação era indevida e foi corrigida. Ele chamou as acusações de “fake news” e alertou para responsabilidade legal na divulgação de informações falsas durante o período eleitoral.

Por sua vez, Willer Tomaz declarou repudiar as informações, alegando que a conta bancária nunca lhe pertenceu pessoalmente e que não criou usuário em nome de Flávio em nenhuma plataforma. Ele enfatizou que a relação com o senador é apenas de amizade e que tomará medidas judiciais contra quem divulgar acusações falsas ou informações obtidas ilicitamente.

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