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Santa Catarina

Bebê de 1 ano e meio foge de creche em Braço do Norte e caminha até trabalho da mãe em SC

Apuração do Ministério Público aponta falhas de segurança e obras na creche que permitiram fuga do bebê.

Por 14/10/2026 às 19h19  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 19h20

Um bebê de 1 ano e seis meses conseguiu escapar sozinho de uma creche em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, no dia 25 de setembro, e caminhou cerca de 50 metros até o local de trabalho da mãe. O caso, que ganhou repercussão após ser registrado por câmeras de monitoramento, motivou uma apuração detalhada do Ministério Público estadual (MPSC), que concluiu que a fuga foi facilitada por falhas de segurança e obras em andamento na creche.

Segundo o MP, o portão utilizado por crianças, familiares, servidores e trabalhadores da obra permaneceu aberto em um momento não esclarecido, possibilitando a saída do bebê. A investigação não conseguiu identificar quem abriu ou deixou o portão aberto, em parte devido ao sistema de câmeras de monitoramento da creche estar inoperante em função da reforma em curso.

Infográfico: Fuga do bebê em Braço do Norte: fatores que facilitaram saída da creche
Arte/gnews

Durante o período das obras, duas turmas de crianças pequenas continuavam sendo atendidas no local. As intervenções provocaram mudanças nas salas e nos espaços utilizados, inclusive na rotina das crianças, além de aumentar a circulação de operários e materiais. Este cenário alterou as condições habituais de acesso e segurança, pois o único portão utilizado teve de ser aberto com frequência para a passagem de trabalhadores e equipamentos.

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Além disso, verificou-se a ausência de um protocolo formal específico para garantir a segurança das crianças durante o desenvolvimento das reformas. A administração municipal, responsável pela decisão de manter as turmas em funcionamento durante a obra, tinha pleno conhecimento dessa situação.

Como consequência do episódio, a prefeitura de Braço do Norte exonerou a coordenadora da creche e afastou o vigilante responsável pelo local. Ambos foram indiciados pela Polícia Civil por abandono de incapaz.

O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o município, requerendo medidas imediatas para melhorar a segurança das crianças nas creches, além de pedir a condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, cujo valor deverá ser destinado ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).

A investigação incluiu visita presencial, depoimentos de envolvidos e análise das condições do local. Até a última atualização desta matéria, a Prefeitura de Braço do Norte não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.

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