Minerais críticos e estratégicos representam 57% dos empregos na mineração brasileira em 2025, aponta ANM
Setor mineral brasileiro gerou 226,6 mil empregos em 2025, dos quais 129,4 mil ligados a minerais críticos e estratégicos, segundo ANM.
De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) em 2026, as atividades vinculadas aos minerais críticos e estratégicos concentraram 57% dos empregos da indústria extrativa mineral no Brasil durante o ano de 2025. Do total de 226,6 mil postos de trabalho gerados pelo setor, 129,4 mil estavam diretamente relacionados a essa categoria de minerais.
Entre os trabalhadores envolvidos com esses minerais, 51.714 eram empregados qualificados, o que corresponde a 23% de todos os empregos da indústria mineral extrativa no país. Ademais, 30.707 profissionais possuíam formação superior, representando 14% do total do segmento.
Em termos demográficos, os homens predominam nessas funções, ocupando 78% dos postos de trabalho ligados a minerais críticos e estratégicos, enquanto as mulheres representam 22%.
Distribuição regional e remuneração
Dentre os municípios brasileiros com maior contingente de trabalhadores nesse ramo estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos, Nova Lima (MG), com 8.218 postos, e Congonhas (MG), que contabiliza 7.114 vagas relacionadas à mineração desses minerais.
Quanto à remuneração, em 2025 os salários medianos variaram conforme o nível de escolaridade: R$ 3.218,08 para trabalhadores com ensino fundamental, R$ 4.142,24 para o médio e R$ 11.856,16 para o superior.
Política Nacional e desafios regulatórios
Em setembro de 2026, o governo sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que fixa diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
Essa política define minerais críticos como aqueles cujo abastecimento apresenta riscos que podem prejudicar setores essenciais da economia, enquanto os minerais estratégicos são importantes para o desenvolvimento tecnológico, regional, para a balança comercial ou para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
Apesar da aprovação da lei, o Brasil ainda não possui uma lista oficial desses minerais, responsabilidade que caberá ao recém-criado Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).
Importância econômica e tecnológica
Os minerais críticos e estratégicos têm aplicações diversas, incluindo setores como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Por exemplo, lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são componentes fundamentais em baterias de íon-lítio, e veículos elétricos dependem de lítio, cobre, níquel e terras raras.