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Minas Gerais

Adolescente morre afogado em piscina durante evento em Lambari; família questiona ausência de ambulância

Renan Guilherme dos Santos, de 12 anos, faleceu após se afogar em piscina durante evento do Dia das Crianças; investigação está em curso.

14/10/2026 às 18h12  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 18h13

Renan Guilherme dos Santos, um garoto de 12 anos, morreu após se afogar em uma piscina olímpica no Parque Wenceslau Brás, em Lambari (MG), durante um evento alusivo ao Dia das Crianças. A família questiona as condições de atendimento e segurança no local, especialmente a ausência de ambulância durante a realização do evento.

Maria Luiza Guilherme, tia de Renan, expressou críticas sobre a estrutura do evento, apontando a falta de uma ambulância disponível no parque como um problema grave. Ela ressaltou que em outras ocasiões, como durante o Carnaval ou shows, a presença de ambulância é constante, e se questionou sobre a razão da ausência neste evento direcionado a crianças.

Detalhes do acontecimento

Conforme consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar, testemunhas relataram que Renan entrou na piscina duas vezes, sendo retirado da água por um guarda-vidas e por um bombeiro civil. Em seguida, outras crianças identificaram que ele estava submerso e solicitaram socorro.

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Os socorristas presentes realizaram manobras de reanimação por cerca de 20 minutos. Houve dificuldade para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pois uma ambulância estava atendendo outra ocorrência em Três Corações, enquanto a equipe de São Lourenço não conseguiria chegar a tempo. Após três tentativas, uma ambulância da prefeitura acompanhada por uma médica plantonista levou o adolescente a um pronto-socorro, onde faleceu.

Maria Luiza também declarou que o menino não sabia nadar e questionou a proteção da área da piscina, que não estava formalmente interditada, apesar de haver orientação interna para evitar o uso devido às chuvas no dia anterior.

Posicionamento da prefeitura e investigação

Em nota, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Fábio Augusto, informou que a piscina não possuía interdição oficial, apenas uma recomendação interna para não utilizar o espaço pelo risco devido às condições climáticas. A prefeitura alegou que não há obrigatoriedade para manter ambulância durante as atividades rotineiras do parque, mas confirmou a presença de um bombeiro civil e um guarda-vidas, condizentes com o número de pessoas presentes no evento.

A prefeitura lamentou a morte e afirmou que prestou socorro imediato, além de dar suporte à família. A Polícia Civil está investigando o caso para apurar todas as circunstâncias da tragédia.

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