Seis servidores públicos presos por corrupção em Belém e Ananindeua em operação da Polícia Civil
Polícia Civil do Pará prende seis servidores municipais suspeitos de cobrar propina para liberação de licenças e não multar empresas irregulares.
Seis servidores públicos municipais foram presos nesta quarta-feira (14) em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A Polícia Civil do Pará, em uma ação denominada “Operação Fariseus”, cumpriu mandados de prisão temporária contra esses servidores suspeitos de envolvimento em corrupção e associação criminosa.
A ação também resultou no afastamento cautelar de 16 servidores municipais, conforme determinação judicial. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 16.300 em dinheiro vivo, além de computadores, celulares e documentos relacionados à investigação.
Esquema de cobrança de propina
As investigações apontam que o grupo atuava na Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém, composta por funcionários das secretarias municipais de Finanças (SEFIN), Urbanismo (SEURB), Meio Ambiente (SEMMA) e Saúde (SESMA). O grupo cobrava propina de empresários para não aplicar multas em estabelecimentos comerciais que operavam sem licença.
Os valores recebidos eram transferidos para um dos suspeitos, que posteriormente os dividia com os demais integrantes envolvidos no esquema. A quebra de sigilo bancário revelou movimentações financeiras oriundas de empresários e contadores para esse servidor.
Desdobramento de operação anterior
A “Operação Fariseus” é um desdobramento da “Operação Telecorrupção”, realizada em outubro de 2023. Na época, um fiscal da Secretaria Municipal de Urbanismo foi afastado após ser acusado de cobrar R$ 1.500 para não multar um estabelecimento comercial. Durante a investigação, foram encontrados registros no celular do servidor com mensagens e áudios que indicavam uma rede criminosa envolvendo outros funcionários públicos.
Os seis presos foram encaminhados para a unidade policial onde aguardam decisões judiciais. A Polícia Civil informou que continuará a analisar o material apreendido para identificar outros empresários e servidores públicos que possam estar envolvidos no esquema ilícito.