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Belém

Seis servidores públicos presos por corrupção em Belém e Ananindeua em operação da Polícia Civil

Polícia Civil do Pará prende seis servidores municipais suspeitos de cobrar propina para liberação de licenças e não multar empresas irregulares.

Por 14/10/2026 às 17h18  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 17h19
1 de 2 A 'Operação Fariseus' apreendeu mais de 16 mil reais em dinheiro vivo
1 de 2 A 'Operação Fariseus' apreendeu mais de 16 mil reais em dinheiro vivo — Foto: Reprodução

Seis servidores públicos municipais foram presos nesta quarta-feira (14) em Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A Polícia Civil do Pará, em uma ação denominada “Operação Fariseus”, cumpriu mandados de prisão temporária contra esses servidores suspeitos de envolvimento em corrupção e associação criminosa.

A ação também resultou no afastamento cautelar de 16 servidores municipais, conforme determinação judicial. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 16.300 em dinheiro vivo, além de computadores, celulares e documentos relacionados à investigação.

Esquema de cobrança de propina

As investigações apontam que o grupo atuava na Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém, composta por funcionários das secretarias municipais de Finanças (SEFIN), Urbanismo (SEURB), Meio Ambiente (SEMMA) e Saúde (SESMA). O grupo cobrava propina de empresários para não aplicar multas em estabelecimentos comerciais que operavam sem licença.

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Os valores recebidos eram transferidos para um dos suspeitos, que posteriormente os dividia com os demais integrantes envolvidos no esquema. A quebra de sigilo bancário revelou movimentações financeiras oriundas de empresários e contadores para esse servidor.

Desdobramento de operação anterior

A “Operação Fariseus” é um desdobramento da “Operação Telecorrupção”, realizada em outubro de 2023. Na época, um fiscal da Secretaria Municipal de Urbanismo foi afastado após ser acusado de cobrar R$ 1.500 para não multar um estabelecimento comercial. Durante a investigação, foram encontrados registros no celular do servidor com mensagens e áudios que indicavam uma rede criminosa envolvendo outros funcionários públicos.

Os seis presos foram encaminhados para a unidade policial onde aguardam decisões judiciais. A Polícia Civil informou que continuará a analisar o material apreendido para identificar outros empresários e servidores públicos que possam estar envolvidos no esquema ilícito.

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