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Mato Grosso do Sul

Justiça concede prisão domiciliar a ex-diretor da Santa Casa de Campo Grande investigado por fraudes

Ex-diretor Rinaldo Hakme Romano teve prisão preventiva substituída por prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

Por 14/10/2026 às 16h01

A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu prisão domiciliar a Rinaldo Hakme Romano, ex-diretor administrativo e financeiro da Santa Casa de Campo Grande, investigado por supostas fraudes em contratos da instituição hospitalar.

Romano foi preso em setembro de 2026 durante a operação Antidotum, que apura fraudes e desvios financeiros em contrato entre a Santa Casa e a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., responsável pela digitalização de prontuários médicos. A investigação aponta pagamentos elevados sem a devida prestação de serviços, além de supostas negociações irregulares e aditivos contratuais que reduziram metas sem alterar valores.

Em decisão da 5ª Vara Criminal de Campo Grande datada de 9 de outubro de 2026, foi negado o pedido de liberdade plena, porém autorizada a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária, em razão do quadro de saúde de Romano. Ele possui histórico de câncer de tireoide, tendo realizado cirurgia para retirada da glândula em 2023 e necessitando de acompanhamento e reposição hormonal contínua.

O magistrado considerou que as condições da unidade prisional dificultam o tratamento adequado e o monitoramento do investigado. Ainda que o Ministério Público tenha opinado pela manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem pública e o bom andamento das investigações, a Justiça entendeu ser cabível a prisão domiciliar, desde que observadas restrições cautelares para assegurar o processo.

O ex-diretor segue sujeito a medidas restritivas e pode ter a prisão domiciliar revogada em caso de descumprimento injustificado das determinações judiciais.

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