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Internacional

Nova York planeja banir passeios de carruagem no Central Park após acidente fatal

Projeto do Conselho Municipal prevê o fim dos passeios até 2028, após morte de turista em junho e pressão de defensores dos animais.

Por 14/10/2026 às 15h57  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 15h58

A cidade de Nova York planeja proibir os passeios de carruagem puxada por cavalos no Central Park até 2028, conforme um projeto que será votado pelo Conselho Municipal. A medida visa encerrar uma tradição de mais de 150 anos, motivada por preocupações de segurança e pressão de defensores dos animais.

A decisão ganhou força após a morte do turista indiano Romanch Mahajan, de 18 anos, em junho de 2026, em um acidente envolvendo uma carruagem desgovernada no Central Park. O jovem teria pulado da carruagem para ajudar a mãe, que havia sido arremessada do assento, sendo essa a primeira fatalidade registrada com carruagens nesse local desde o início dos passeios.

Pressão histórica e apoios ao projeto

Três prefeitos consecutivos já manifestaram apoio à proibição, mas o projeto só deve ser votado agora, com a presidente do Conselho Municipal, Julie Menin, confirmando que há apoio suficiente para aprovação. O prefeito Zohran Mamdani também apoia a medida e firmou acordo com Menin sobre o texto.

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Durante anos, ativistas criticaram o uso dos cavalos em meio ao trânsito intenso e o fluxo constante de pedestres no parque, citando casos em que os animais se assustaram, fugiram ou se feriram em incidentes anteriores. Por sua vez, defensores da indústria argumentam que os passeios representam uma tradição turística e cultural da cidade, presente em filmes e séries como “The Band Wagon” e “Esqueceram de Mim 2”.

Plano de transição e proteção dos animais

O projeto inclui a criação de um plano municipal para a transição profissional dos condutores das carruagens e avalia formas de compensação econômica. Também proíbe a venda dos cavalos para abate e determina a destinação humanitária dos animais.

Entretanto, líderes sindicais, como John Samuelsen, argumentam que o projeto não prevê compensações financeiras suficientes e criticam o uso do acidente fatal para fundamentar a proibição.

Regras atuais para a atividade

Até o momento, a atividade é regulada por normas que obrigam os cavalos a terem pelo menos cinco semanas de descanso por ano fora da cidade, exames veterinários semestrais, limite de idade para trabalho até 26 anos e proibição de circulação em temperaturas superiores a 31,7 °C.

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