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Espírito Santo

Interdição de prédio com risco de desabamento força saída de 16 famílias em Vila Velha

Bloco F do Residencial Praia da Sereia foi interditado nesta semana após identificação de problemas estruturais graves.

Por 14/10/2026 às 15h50  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 15h52

Moradores do bloco F do Residencial Praia da Sereia, localizado no bairro Jardim do Vale, em Vila Velha, foram obrigados a deixar seus apartamentos no último sábado (10) devido a risco de desabamento da estrutura. A interdição foi determinada pela Defesa Civil do município após identificação de trincas, fissuras e recalque nas paredes externas do edifício.

Dezesseis famílias precisaram abandonar imediatamente seus lares por medida de segurança enquanto são realizados estudos técnicos para definir as intervenções necessárias para a recuperação estrutural do prédio. Ainda não há previsão para o retorno dos moradores.

Motivos da interdição e próximas medidas

Segundo a prefeitura, a constatação de fissuras e a movimentação do solo indicaram risco elevado para a estabilidade do edifício. O síndico do condomínio, Ivo Júnior, informou que havia acompanhamento das fissuras há algum tempo e que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) recomendou estudos aprofundados do solo e da estrutura.

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Após testes realizados por equipe especializada, foi constatada a necessidade de medidas corretivas para assegurar a habitabilidade do prédio. A prefeitura aguarda a elaboração de um projeto estrutural detalhado, que irá orientar as reformas necessárias para estabilizar o edifício e possibilitar a liberação para retorno dos moradores.

Impacto para os moradores e apoio oferecido

Alice Sena, moradora há 20 anos, relatou que observava pequenas fissuras há cerca de uma década, mas foi surpreendida pela interdição repentina. Ela destacou a preocupação frente à incerteza sobre quando poderá voltar a morar no apartamento. O diretor operacional da Defesa Civil, Gilvandro Pinto, afirmou que a prioridade foi garantir a segurança das famílias, oferecendo abrigo temporário para quem precisou.

Posição da Caixa Econômica Federal

A Caixa, responsável pelo financiamento do empreendimento pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR), acompanha o caso desde junho de 2026, quando foi alertada sobre as fissuras. A instituição ressaltou que as avaliações sobre risco e interdição são de competência inicial da Defesa Civil, e aguarda laudo oficial para análise técnica e decisão sobre possíveis intervenções contratuais e legais.

Os moradores seguem na expectativa pela conclusão dos estudos e pela realização das obras necessárias para que possam retornar com segurança aos seus lares.

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