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Aliados de Lula apostam em melhora nas pesquisas até sexta-feira para buscar virada eleitoral

Reunião com líderes aliados indicou que evolução nos números de intenção de voto pode definir a chance de virada do presidente Lula no segundo turno.

Da 14/10/2026 às 12h37

Em reunião realizada na terça-feira (13), aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliaram que a possibilidade de uma virada na disputa presidencial depende de uma melhora significativa nas pesquisas de intenção de voto até o final desta semana.

O encontro contou com a participação do presidente do PT, Edinho Silva, e lideranças de partidos aliados como PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB. O ambiente foi descrito como mais ameno em comparação à semana anterior, quando Edinho Silva havia cobrado ajustes na comunicação e no discurso da campanha após o resultado do primeiro turno.

Perspectivas animadoras e estratégia para reta final

Durante a reunião, Edinho Silva apresentou dados provenientes de pesquisas internas do PT, conhecidas como “trackings”. Embora esses levantamentos não sejam oficiais e não possam ser divulgados publicamente, indicam uma aproximação dos índices eleitorais entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos dias, com uma diferença estimada em cerca de dois pontos percentuais nos votos válidos.

Leia também: Candidatos derrotados no 1º turno se dividem entre Flávio Bolsonaro e Lula para o 2º turno

Segundo relatos de participantes, há consenso de que as pesquisas que serão divulgadas até o fim da semana serão decisivas para que Lula mantenha a esperança de reverter o quadro até a última etapa da campanha.

O senador e ex-ministro Renan Filho (MDB), que também participou do encontro, afirmou aos jornalistas que, se a tendência de aproximação nas pesquisas se confirmar, os aliados do presidente estarão engajados na reta final com grande determinação para tentar a virada. Ele ressaltou a importância dessa evolução para manter a motivação da militância.

Mobilização e foco em eleitorado aliado

As mobilizações populares realizadas no país desde a semana passada têm sido vistas como uma injeção de ânimo para a base aliada de Lula. Além disso, foi destacada a eficácia da estratégia adotada nas redes sociais, que tem mostrado resultados positivos desde o primeiro turno.

Durante a reunião, também foram discutidas estratégias regionais para a etapa final da campanha. Houve uma recomendação para que o partido concentre esforços em estados onde o PT possui maior força, sem, no entanto, fazer uma cobrança explícita para centralizar a atenção exclusivamente no Nordeste.

Renan Filho sugeriu que a campanha promova o estímulo para que eleitores já favoráveis a Lula incentivem familiares e amigos que não votaram no primeiro turno a participarem do pleito na próxima etapa, argumentando que essa ação pode ser mais efetiva que buscar novos eleitores entre abstencionistas.

Agenda de Lula e foco em grandes colégios eleitorais

O presidente Lula seguirá ativo, buscando reduzir a diferença para o adversário principalmente nos estados do Sudeste e nos maiores colégios eleitorais. Após participar de um ato na Avenida Paulista, São Paulo, no domingo (11), Lula planeja visitar Minas Gerais e Rio de Janeiro até o fim da semana.

Na próxima semana, o presidente encerrará a campanha com eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo, evidenciando o empenho pessoal para melhorar seus números nos principais estados eleitorais.

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