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Internacional

Peru anuncia proibição de maquiagem e cabelo tingido em escolas públicas

Governo peruano estabelece regras rígidas para aparência de alunos visando combater violência nas escolas.

Por 14/10/2026 às 10h59

O governo do Peru apresentou uma nova proposta disciplinar para escolas públicas de ensino fundamental e médio que proíbe o uso de maquiagem, esmalte e cabelo tingido por alunos. A medida, anunciada pela presidente Keiko Fujimori em 12 de outubro de 2026, também determina que os meninos devem manter o cabelo curto e ajusta o comprimento das saias dos uniformes escolares.

Keiko Fujimori defendeu as mudanças afirmando que a disciplina deve ser reforçada não só nas ruas, mas também nas escolas, indicando uma política de tolerância zero contra a criminalidade, especialmente no contexto da alta incidência de extorsões no país. Além das regras sobre a aparência, o regulamento prevê a proibição do uso de celulares nas escolas, salvo autorização dos professores, a retomada das notas de disciplina e a expulsão em casos de infrações graves.

O ministro da Educação, José Chang, confirmou a proibição do uso de esmalte e detalhou que o comprimento das saias dos uniformes será regulamentado para um padrão considerado adequado. Segundo o governo, a finalidade principal dessas medidas é combater o assédio e a violência sexual nas escolas.

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Entretanto, organizações feministas como Manuela Ramos e o Centro de la Mujer Peruana Flora Tristán contestaram a validade dessas restrições, alegando que controlar aspectos da aparência dos estudantes não previne agressões sexuais nem outras formas de violência escolar. A Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos também criticou as medidas nas redes sociais, qualificando-as como populistas e autoritárias.

O regulamento será publicado oficialmente no diário oficial do Peru nas próximas semanas e terá um período de consulta pública de 30 dias para que cidadãos possam apresentar objeções e críticas antes que as regras entrem em vigor, previsto para o final deste ano, conforme informado pelo Ministério da Educação.

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