Meta nega favorecimento à campanha de Flávio Bolsonaro em resposta ao TSE
Meta responde a acusação da campanha de Lula e descarta favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro no Facebook e Instagram.
A Meta, empresa proprietária do Facebook e do Instagram, negou as acusações feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmava um suposto favorecimento à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais. A denúncia da chapa de Lula, apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegava que as plataformas teriam reduzido o alcance das publicações de seus apoiadores.
Em ofício enviado ao ministro Marco Aurélio Belizze, do TSE, a Meta classificou a afirmação como falsa e afirmou que ela não se sustenta diante dos dados objetivos apresentados pela empresa.
O ministro havia solicitado esclarecimentos após a acusação da campanha de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. A Meta reconheceu, no entanto, a existência de um “incidente técnico de alcance global” ocorrido em 7 de outubro, entre 1h50 e 19h49, que bloqueou a contabilização de visualizações de posts nas plataformas.
Segundo a empresa, esta falha afetou conteúdos em todo o mundo e não foi direcionada especificamente contra qualquer candidato ou conteúdo político, impossibilitando que fosse uma ação contra a campanha de Lula.
A Meta também disse que os perfis vinculados à esquerda e ao PT têm divulgado que teriam sofrido uma queda na audiência nas redes, enquanto os de direita, incluindo os ligados a Flávio Bolsonaro, teriam mantido taxas elevadas. A empresa negou essa versão, explicando tratar-se de uma “impressão subjetiva de usuários” e que tem sido igualmente acusada por adversários do presidente de manipulação.
Além disso, a Meta ressaltou seu histórico de cooperação com o TSE para coibir a disseminação de informações falsas e proteger a integridade do processo eleitoral, destacando a parceria contínua desde 2018.
Sobre a exclusão temporária da conta de anúncios da campanha de Lula, a Meta explicou que ocorreu um erro, rapidamente identificado e revertido, que surgiu do enquadramento incorreto de um anúncio relacionado a um programa governamental como possível publicação fraudulenta.
A Meta mencionou um acordo firmado com a Advocacia-Geral da União (AGU) que prevê a implementação de medidas proativas para a remoção de conteúdos fraudulentos, reconhecendo que tais mecanismos podem gerar efeitos colaterais inerentes à moderação em larga escala.
Quanto à solicitação do ministro para fornecer informações detalhadas sobre contas que não são oficiais das campanhas, a Meta defendeu a preservação dos dados de usuários sem vínculo com as candidaturas, argumentando que essa divulgação poderia violar a privacidade e exceder o escopo da controvérsia judicial. Mesmo assim, a empresa garantiu que mantém integridade dos registros e links relacionados aos posts citados no processo.