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Goiás

Menino baleado na cabeça com arma de pressão inicia reabilitação no Crer e emociona familiares com mensagem

Criança de 10 anos transferida de hospital para centro de reabilitação em Goiânia manifesta desejo de voltar para casa.

Por 14/10/2026 às 07h28

O menino de 10 anos que sofreu três disparos na cabeça com uma arma de pressão em Palmeiras de Goiás foi transferido do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, para o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), onde iniciou o processo de recuperação motora e neurológica.

Durante a internação no Crer, a criança enviou uma mensagem de áudio ao avô, expressando sua vontade de retornar para casa: “Eu quero voltar pra casa logo, tá?”. O menino ainda relata sentir dores na região da coluna e do quadril, mas demonstra melhora no quadro clínico.

Investigações descartam versão de acidente

O incidente ocorreu em 14 de setembro e teve repercussão policial após a prisão preventiva da mãe, do padrasto e do proprietário da casa onde o fato aconteceu, todos suspeitos de tentativa de homicídio. A hipótese inicial de disparo acidental, conforme a família, foi descartada pela Polícia Civil.

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De acordo com o delegado responsável, André Veloso, a arma utilizada é de cano longo e requer recarga manual e esforço físico incompatíveis com a capacidade da criança. Além disso, vizinhos relataram gritos e pedidos de socorro vindos da residência, além de um histórico de agressões frequentes contra o menino.

Testemunhas reforçaram a suspeita de maus-tratos contínuos. A perícia constatou três projéteis alojados na cabeça da criança, o que não condiz com um acidente.

Acompanhamento do caso

O padrasto afirmou à polícia que não estava presente no momento do disparo, mas a investigação aponta que ele esteve no local em horário compatível com o crime. O proprietário da residência, considerado pai afetivo do padrasto, também foi detido por obstruir as investigações.

Por enquanto, a investigação está em andamento para detalhar a participação de cada um dos suspeitos. Familiares que preferem manter anonimato relataram alívio com os avanços nas apurações e esperam que os responsáveis sejam identificados e punidos.

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