Preço do aluguel de escritórios atinge recorde em São Paulo com retorno ao trabalho presencial
Valor médio do aluguel chegou a R$ 144,49/m² no 3º trimestre em São Paulo, impulsionado pela retomada das atividades presenciais e expansão empresarial.
O preço médio pedido pelo aluguel de escritórios de alto padrão em São Paulo atingiu um novo patamar no terceiro trimestre de 2026, chegando a R$ 144,49 por metro quadrado, segundo dados da consultoria Binswanger Brazil. O valor representa um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o preço estava em R$ 122,28 por metro quadrado.
A alta nos aluguéis está relacionada ao aumento da procura por espaços comerciais na capital paulista, puxada pelo retorno ao trabalho presencial e pela expansão das empresas. Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, destaca que o escritório deixou de ser apenas um local físico para equipes, assumindo um papel estratégico para as organizações.
Essa recuperação de demanda refletiu também na diminuição da taxa de vacância, que indica a proporção de escritórios desocupados. No terceiro trimestre, a taxa ficou em 12,9%, reduzida em relação aos 15,5% registrados no mesmo trimestre de 2025 e aos 20,8% de 2024, apesar de um leve aumento em relação ao trimestre imediatamente anterior (de 12,1% para 12,9%).
O interesse por imóveis conhecidos como “Triple A”, que possuem localização privilegiada, infraestrutura tecnológica avançada e elevada qualidade construtiva, também impulsiona a valorização desses espaços. Segundo Simone Santos, ainda há espaço para que os preços dos aluguéis se valorizem, considerando que as perdas acumuladas na última década pelo setor ainda não foram totalmente recuperadas.
A oferta de novos escritórios está em crescimento na cidade. No terceiro trimestre, foram entregues três empreendimentos importantes — Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca — que somaram 143 mil metros quadrados ao mercado, mais que o dobro dos 66 mil metros quadrados registrados no segundo trimestre e muito acima dos 16 mil metros quadrados do ano anterior.
Além dos tradicionais centros financeiros da cidade, como a Avenida Brigadeiro Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, outras regiões vêm ganhando destaque, como Chucri Zaidan e Pinheiros, refletindo um processo de expansão da valorização do setor.