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Rio Grande do Sul

Procurador responsável por processo contra Bolsonaro no Exército é agraciado com medalha militar

Clauro Roberto de Bortolli, que chefia o Ministério Público Militar e pediu expulsão de Bolsonaro das Forças Armadas, recebeu a Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto.

Por 13/10/2026 às 16h55  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 16h57

O procurador militar Clauro Roberto de Bortolli recebeu a condecoração da Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, conforme publicação no Diário Oficial da União em 9 de outubro de 2026. Ele chefia o Ministério Público Militar (MPM) e foi responsável por apresentar um processo que pede a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro das Forças Armadas.

O pedido de expulsão foi encaminhado ao Superior Tribunal Militar (STM) em fevereiro de 2026, sob a gestão de Bortolli, e trouxe elementos que apontam para um suposto descaso de Bolsonaro com os preceitos éticos previstos no Estatuto dos Militares. O processo requer a perda do posto e patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva, além de outros quatro militares que também foram condenados por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

Até o momento, o STM não definiu data para o julgamento final da ação. Em junho, a Justiça Militar rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para o afastamento de um ministro do Tribunal, denotando andamento cauteloso do caso.

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Clauro Roberto de Bortolli ingressou no Ministério Público Militar em 1995 e exerce hoje a função de procurador-geral do órgão. Sua recondução ao cargo já havia sido oficializada em abril de 2026, baseada na eleição do Colégio de Procuradores de Justiça Militar.

Ele recebeu a medalha juntamente com outros seis civis e 59 militares, sendo a distinção assinada pelo Almirante-de-Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire.

Na ação contra Bolsonaro, o Ministério Público Militar alegou que o ex-presidente teria se voltado, por pelo menos um ano e meio, contra o funcionamento dos poderes constitucionais e contra o governo democraticamente eleito, utilizando-se inclusive de estruturas armadas do Estado. O relatório cita violações a deveres como probidade, dignidade, cumprimento das leis e respeito às autoridades civis.

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