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Mato Grosso

Quatro empregadores de Mato Grosso são incluídos na lista suja do trabalho escravo em atualização de 2026

Atualização de outubro de 2026 do Ministério do Trabalho aponta quatro novos casos de trabalho análogo à escravidão em Mato Grosso.

Por redação gnews 13/10/2026 às 12h44

O Ministério do Trabalho atualizou em outubro de 2026 a chamada “lista suja” do trabalho escravo, documento público divulgado semestralmente que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições degradantes. Nesta edição, quatro empregadores de Mato Grosso foram inseridos no cadastro.

Entre os casos registrados, em setembro de 2025, 20 trabalhadores foram resgatados em uma área rural de Nova Maringá, onde realizavam extração de lenha em região isolada e de difícil acesso, sob condições precárias de higiene. A empresa T. F. Zimpel Ltda., de Taiany França Zimpel, foi responsabilizada pela situação.

Em Sorriso, no mesmo período, 10 trabalhadores de uma empresa de construção civil foram encontrados alojados em um ônibus adaptado como moradia durante a execução de obras. A inspeção apontou falta de condições adequadas de higiene, conforto e segurança, incluindo instalações elétricas improvisadas, infestação por baratas, ausência de água potável e precariedade do banheiro.

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Já em março deste ano, 12 trabalhadores foram resgatados de uma fazenda em Alto Taquari. A operação fiscal indicou que a maior parte dos trabalhadores havia sido recrutada por intermediadores de outros estados, com apenas um registro formal. Foram identificadas irregularidades como ausência de equipamentos de proteção individual, jornadas excessivas e presença de um adolescente em atividade proibida.

Além disso, o pecuarista Onério Castanha voltou à lista relacionada à Fazenda Novo Astro, em Nova Bandeirantes. Este não é seu primeiro registro: em 2012, aparecera após fiscalização que resgatou 19 trabalhadores em condições análogas à escravidão em outra propriedade.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente por meio do Sistema Ipê, lançado pelo governo federal, que serve para encaminhar as investigações fiscais destinadas a combater essa prática.

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