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Rio de Janeiro

Confusão entre policiais fardados do Bope e Batalhão de Jacarepaguá resulta em morte no Rio de Janeiro

Subtenente do Bope é morto e outros agentes ficam feridos após troca de tiros causada por erro de identificação na Zona Oeste do Rio.

Por redação gnews 13/10/2026 às 08h12  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 08h14

Um tiroteio entre policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Jacarepaguá na madrugada do domingo (11), na comunidade da Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultou na morte do subtenente Glaucio Marcelo da Silva, de 54 anos, e deixou outros agentes feridos. O encontro ocorreu na Rua Guilherme Moreira, conhecida como Beco do Saci, quando policiais do Jacarepaguá confundiram agentes do Bope, devidamente fardados e em viatura oficial, com criminosos e realizaram disparos contra eles.

A Polícia Militar informou que a confusão teve como possível causa a baixa luminosidade do local, dificultando a identificação correta das equipes. Moradores da região confirmaram a escuridão da rua onde ocorreu o confronto, relatando momentos de pânico e um tiroteio que durou cerca de 20 minutos. Uma câmera de segurança de um condomínio próximo registrou o som dos disparos.

A situação levantou questionamentos sobre a comunicação entre os batalhões envolvidos. A família do subtenente Glaucio afirmou ter recebido informações contraditórias, inicialmente sem confirmação de comunicação prévia sobre a operação do Bope na área, e depois com a informação de que um aviso teria sido enviado. A família questiona se essa comunicação foi efetivamente repassada para todos os agentes no local e exige esclarecimentos sobre o ocorrido.

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A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga as circunstâncias do confronto e morte do subtenente. Policiais civis realizaram perícia no local, recolhendo cápsulas de munição espalhadas, e já ouviram os agentes envolvidos. A investigação buscará esclarecer os motivos que levaram ao início dos disparos, a dinâmica da troca de tiros, a identificação das equipes e os detalhes da comunicação entre os batalhões.

Glaucio Marcelo da Silva era pai de três filhos e estava prestes a completar 26 anos na Polícia Militar, tendo grande parte da carreira dedicada ao Bope. Seu enterro, na segunda-feira (12), contou com a presença de centenas de policiais da corporação. A perda é especialmente dolorosa para a família, que havia sofrido um luto semelhante em outubro de 2025, quando um irmão do subtenente, também policial militar, morreu durante a Operação Contenção na Penha.

Além do subtenente, outros policiais ficaram feridos no confronto. Dois deles receberam alta hospitalar e estiveram presentes ao enterro, enquanto três permanecem internados no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

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