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Política

Movimento antifeminista desafia direito ao voto feminino no Brasil e nos EUA

Grupos ultraconservadores questionam o voto feminino e defendem o voto familiar em redes sociais, fenômeno que ressurgiu no Brasil.

Por redação gnews 13/10/2026 às 00h54
1 de 1 Na foto, parlamentares realizam sessão solene para comemorar o Dia Internacional da Mulher em 2015
1 de 1 Na foto, parlamentares realizam sessão solene para comemorar o Dia Internacional da Mulher em 2015 — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nos Estados Unidos, grupos ultraconservadores têm divulgado conteúdos nas redes sociais defendendo que o voto feminino seja proibido, propondo em seu lugar a adoção do chamado voto familiar, no qual o homem da casa seria o único eleitor. Esse movimento antifeminista que questiona o direito das mulheres ao voto tem encontrado recentemente ressonância também no Brasil.

No país, as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932. Nos Estados Unidos, o sufrágio universal feminino já ultrapassa um século de existência. Ainda assim, o debate sobre o papel da mulher na política voltou à tona em vertentes extremas nas redes sociais e em ambientes ultraconservadores.

Na mesma eleição em que esse fenômeno tem sido observado, tanto candidatos quanto candidatas alcançaram significativo número de votos, e o Congresso Nacional brasileiro registrou um recorde no número de parlamentares mulheres eleitas. Esse contexto revela a contradição entre o avanço da participação feminina na política brasileira e o aumento das manifestações contrárias ao voto feminino.

Leia também: Concentração de votos no PSOL reduz número de cadeiras e compromete acesso ao fundo partidário

Análise e explicações do movimento antifeminista

A professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Tatiana Vargas Maia, explicou que o movimento antifeminista que questiona o sufrágio feminino possui origens e motivações ligadas a uma reação contrária à expansão dos direitos das mulheres. Ela ressaltou o papel das redes sociais na amplificação dessas ideias e a inserção desse fenômeno no cenário brasileiro.

Impactos nas eleições brasileiras

Marina Basso Lacerda, doutora em Ciência Política e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UnB), analisou como essa corrente antifeminista se manifestou nas urnas brasileiras recentes. Segundo ela, apesar dos ataques e questionamentos, a presença das mulheres na política brasileira alcançou patamares inéditos, o que demonstra a complexidade e o confronto de tendências na sociedade contemporânea.

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