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São Paulo

Homem com esquizofrenia é morto com 24 tiros por policiais em SP; irmã questiona atuação da PM

Antonio Nunes Batista, em surto, foi baleado após tentativa frustrada de contenção por arma de choque; policiais foram afastados para investigação.

Por redação gnews 13/10/2026 às 00h38  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 00h41

Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi morto por policiais militares na Zona Norte de São Paulo após ser atingido por 24 tiros durante uma abordagem. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava em surto e portava uma faca e uma barra de ferro, ameaçando pedestres na Vila Dionísia, quando foi abordado pelos agentes.

Imagens registradas por testemunhas mostram Antonio caído no chão, imobilizado após o uso de uma arma de choque pelos policiais, momento em que começaram os disparos. De acordo com a perícia no local, foram encontrados 24 estojos de munição e três cartuchos de arma de eletrochoque.

A irmã da vítima, Isabel Nunes Batista, questionou a conduta policial afirmando que Antonio tinha esquizofrenia e que os agentes poderiam ter adotado outras formas de contenção. “Ele gesticulava, falava, gritava. É uma pessoa que tem esquizofrenia. Eles não sabem lidar com uma pessoa dessa?”, declarou.

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O professor de Segurança Pública da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), Rafael Alcadipani, ressaltou que a Polícia Militar possui protocolos para casos envolvendo pessoas em surto e que a atuação dos policiais precisa ser avaliada conforme essas diretrizes, uma vez que, segundo ele, “as análises preliminares indicam que parece que os protocolos não foram seguidos como deveriam”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) comunicou que os policiais envolvidos foram afastados preventivamente das funções operacionais enquanto ocorrem investigações civil e militar. As armas dos agentes foram apreendidas para perícia, e câmeras corporais foram solicitadas para análise, embora os três policiais que efetuaram os disparos não as utilizassem no momento.

Antonio foi socorrido por uma unidade de resgate e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Peri 3, mas não resistiu aos ferimentos. O caso segue sob investigação pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com inquérito policial instaurado, e acompanhação da Corregedoria da PM por meio de Inquérito Policial Militar (IPM).

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