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Política

Richarlison reapresenta acusações contra Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre posse de ilha em Angra dos Reis

Jogador brasileiro afirma ter investido R$ 10 milhões em imóvel e acusa senador e advogado de tomarem posse de forma irregular.

21/10/2026 às 20h38

O jogador Richarlison de Andrade voltou a acusar nesta quarta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de agirem conjuntamente para retirar seus direitos de posse sobre um imóvel localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Segundo Richarlison, ele investiu aproximadamente R$ 10 milhões na propriedade por meio de uma empresa da qual é sócio, e contesta a atuação do senador e do advogado nesse conflito.

A disputa judicial teve início em 2020, quando Richarlison e parceiros negociaram a aquisição dos direitos de ocupação da área com antigos ocupantes. O senador Flávio Bolsonaro teria demonstrado interesse na propriedade, mas o jogador a recusou. Em resposta, Flávio Bolsonaro visitou o imóvel e foi incluído como testemunha em processo judicial relacionado à posse, embora negue envolvimento direto na disputa.

Willer Tomaz, por sua vez, afirma que sua empresa adquiriu juridicamente os direitos sobre a ilha e que Richarlison teria negociado com pessoas sem legitimidade para transferir posse. Ele destaca que a empresa do jogador sofreu derrotas judiciais, incluindo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e que as acusações feitas carecem de fundamento.

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Richarlison divulgou documentos que, segundo ele, comprovam a compra feita legalmente com contratos de cessão de direitos possessórios e comprovantes de pagamento a antigos ocupantes. O jogador também evidenciou processos administrativos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e apontou demora na tramitação de seu pedido de regularização, em contraste com solicitação rápida de grupo ligado a Willer Tomaz.

Entre os eventos que marcam a disputa, destaca-se a entrada, em 2022, da empresa M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. com ação de reintegração de posse contra empresas ligadas a Richarlison. No decorrer da ação, houve divergência entre os sócios da M Locadora, levando à extinção do processo principal sem análise do mérito, e posterior prosseguimento contra a M Locadora por parte do grupo do jogador. O processo foi definitivamente arquivado em janeiro de 2026.

Além de buscar judicialmente o retorno do imóvel ou ressarcimento dos valores investidos, Richarlison solicitou investigação sobre eventuais irregularidades na regularização do terreno, que pertence à União. O coletivo Derrubando Muros apresentou representação ao Ministério Público Federal para apuração das diligências relacionadas.

Em nota enviada ao g1, Willer Tomaz afirmou que os pagamentos feitos foram a posseiros ilegítimos e que as decisões judiciais lhe foram favoráveis. Também declarou que Flávio Bolsonaro não integra a disputa, tendo apenas atuado como testemunha.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não comentou as novas acusações. Ele já havia afirmado em 2022 que não era parte no processo, confirmando que foi chamado apenas como testemunha.

Richarlison declarou estar empenhado em defender seus direitos até a conclusão definitiva do conflito, destacando que não recebeu qualquer valor pela perda do imóvel. Ele planeja destinar parte de eventual indenização ao hospital de sua cidade natal, Nova Venécia, no Espírito Santo.

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