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Polícia investiga 11 corpos encontrados em São Paulo em 47 dias; hipótese de serial killer é descartada

Em menos de dois meses, a polícia localizou 11 corpos em diferentes regiões de São Paulo, com suspeitas ligadas a execuções por facções criminosas.

Por redação gnews 21/10/2026 às 16h03

A Polícia Civil de São Paulo informou que investiga a localização de 11 corpos na capital paulista em um intervalo de 47 dias, entre 5 de setembro e 21 de outubro de 2026. Entre os casos mais recentes, policiais militares encontraram uma mulher esquartejada dentro de sacos plásticos pretos na Marginal Tietê, zona norte da cidade.

As autoridades descartam a hipótese de atuação de um serial killer na cidade e concentram as investigações na possibilidade de execuções relacionadas ao chamado “tribunal do crime” — um sistema clandestino usado por facções criminosas para punir pessoas acusadas de desrespeitar regras, com agressões e execuções.

Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os 11 corpos foram localizados em diferentes regiões: cinco na zona leste, três na zona sul, dois na zona norte e um na zona oeste. Nenhum caso foi registrado no centro da capital.

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Até o momento, oito das vítimas foram identificadas, sendo sete homens e uma mulher. A polícia também obteve decretos de prisão para ao menos três suspeitos, após pedidos baseados nas investigações.

A delegada responsável pelo DHPP ressaltou que não existem evidências de ligação entre os casos ou autoria única, e que os homicídios estão sendo tratados individualmente. Parte das vítimas tem passagens criminais anteriores, e o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de outras facções criminosas está sendo considerado.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, afirmaram publicamente que não há provas da ação de um assassino em série e destacaram que a circulação de boatos tem causado medo e confundido a população.

Entre as linhas investigativas para explicar os homicídios estão vingança ou justiçamento, além de outras circunstâncias específicas a cada caso. O fenômeno ganhou repercussão nas redes sociais pela coincidência de corpos encontrados em situação semelhante, como em sacos plásticos, amarrados, decapitados ou carbonizados.

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