Condenada por homicídio de fotógrafo em Canoas é incluída na lista vermelha da Interpol
Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi sentenciada a mais de 26 anos de prisão e está foragida após condenação pelo assassinato de José Gustavo Bertuol Gargioni.
Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, tornou-se procurada pela Interpol após ser condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre.
A inclusão de Paula na lista vermelha da Interpol foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com o objetivo de alertar autoridades internacionais para sua localização e possível prisão provisória para extradição ou procedimentos legais similares.
Detalhes do crime e julgamento
José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos na época, foi morto com 19 disparos de arma de fogo na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme a acusação formal, Paula mantinha relacionamento com a vítima e com Juliano Biron da Silva, este último condenado em 2020 a 20 anos e oito meses pelo crime, sendo apontado como coautor.
Segundo as investigações, Paula teria atraído a vítima para o local do assassinato por meio de um encontro marcado, caracterizando emboscada.
Paula foi julgada inicialmente em dezembro de 2023, quando foi absolvida. O Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou um novo julgamento por entender que a absolvição contrariava as provas do processo. O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, no qual Paula foi condenada por homicídio triplamente qualificado, devido a motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Atual situação da condenada
A condenada não compareceu ao segundo julgamento e está foragida desde então, já possuindo um mandado de prisão em aberto. A Interpol publicou no seu site oficial materiais de identificação, incluindo fotografias que demonstram mudanças na aparência de Paula desde o período do crime.
As autoridades locais continuam as diligências para sua captura. O advogado que atuou no júri declarou não mais representar Paula, e a reportagem não conseguiu contato com os atuais defensores da acusada.