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São Paulo

Greve no transporte público de Taubaté termina após pagamento de salários atrasados

Paralisação de ônibus em Taubaté foi suspensa após depósito do adiantamento salarial, que afetou 32 linhas da ABC Transportes.

21/10/2026 às 14h31  ·  Atualizado em 21/10/2026 às 14h32

Na tarde desta quarta-feira (21), a paralisação dos motoristas do transporte público de Taubaté chegou ao fim após o depósito dos salários atrasados, informou o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba ao repórter Gabriel Guimarães, da Rede Vanguarda. Os ônibus, que estavam impedidos de sair da garagem da ABC Transportes desde o início do dia, voltaram a circular às 14h10.

A greve teve início por volta das 4h30 do mesmo dia e afetou 32 linhas de ônibus municipais operadas pela ABC Transportes. A mobilização foi motivada pelo não pagamento do adiantamento salarial, previsto para o dia 20 de outubro, que deveria ser depositado em duas parcelas nos dias 5 e 20 de cada mês.

Cerca de 200 funcionários participaram da paralisação, entre motoristas, aproximadamente 120, e trabalhadores de outros setores da empresa. Durante o movimento, não houve circulação de ônibus, nem mesmo em sistema emergencial, deixando a população sem transporte público.

Leia também: Paralisação de motoristas deixa transporte público de Taubaté sem ônibus nesta quarta-feira

A Prefeitura de Taubaté informou que realizou o repasse dos recursos para o pagamento dos adiantamentos às 8h da quarta-feira (21) e aguardava a confirmação do crédito nas contas dos trabalhadores para a retomada dos serviços.

Segundo nota da Busvale, Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros do Vale do Paraíba, a ABC Transportes comunicou aos funcionários na terça-feira (20) que enfrentava dificuldades financeiras momentâneas, o que impediu o pagamento na data acordada. A empresa esperava regularizar a situação com a entrada de recursos posteriores.

Apesar do repasse efetuado pela Prefeitura, a paralisação se manteve até que os trabalhadores confirmassem o recebimento dos valores. A administração municipal ressaltou que o movimento iniciou-se sem aviso prévio e sem a manutenção dos serviços essenciais, contrariando cláusulas contratuais, e que o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral do Município para as devidas providências.

Em relação ao modelo de remuneração da empresa, a Prefeitura explicou que, desde um aditivo contratual de 2023, o pagamento passou a ser calculado com base nos quilômetros rodados, em substituição ao número de passageiros transportados, e que houve aumento dos recursos destinados ao setor em 2026. Atualmente, tratativas seguem com a concessionária para garantir a continuidade do transporte público.

A associação ressaltou a importância do diálogo entre as partes para minimizar impactos e restabelecer a operação do transporte público o mais rápido possível.

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