MP denuncia cinco pessoas por plantação de 290 mil pés de maconha em Acopiara, Ceará
Ministério Público do Ceará acusa cinco indivíduos por tráfico, cultivo e associação para tráfico em plantação descoberta em junho.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta terça-feira (20), cinco pessoas envolvidas em uma extensa plantação de maconha com cerca de 290 mil pés, descoberta em junho, na cidade de Acopiara, interior do estado.
Segundo a denúncia, os investigados são acusados dos crimes de tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. Adicionalmente, João Holanda Neto e Cristiano Rodrigues de Lima responderão por permitir o uso do imóvel para atividades ligadas ao tráfico.
A propriedade onde o cultivo foi identificado possuía uma estrutura complexa, incluindo sistema de irrigação por gotejamento, barracas de apoio e maquinário importado da Espanha dedicado ao processamento da droga.
O MPCE também solicitou à Justiça a manutenção das prisões preventivas de quatro dos cinco denunciados: Cristiano Rodrigues de Lima, Francisco Augusto Alves da Silva, Manoel Clênio Mendonça Leal Filho e Geraldo Dário Soares. Cristiano Rodrigues de Lima está foragido.
Conforme a denúncia, o grupo estava dividido em dois eixos de atuação distintos, responsáveis pela organização e administração das atividades criminosas. Investigações, perícias forenses e imagens de satélite corroboraram o desmatamento de aproximadamente 28 mil metros quadrados de vegetação nativa em 2025 para o plantio.
A Polícia Civil do Ceará realizou a apreensão durante uma operação em 25 de junho de 2026, registrando cerca de 160 mil pés ainda plantados e cerca de 130 mil já colhidos, totalizando em torno de 290 mil plantas de maconha.
A destruição da plantação foi concluída em julho, com incineração realizada seguindo técnicas específicas do Corpo de Bombeiros para conter o fogo e evitar riscos.
A defesa de João Holanda Neto declarou que o proprietário não se pronunciaria sobre o caso. Familiares apontaram que o terreno havia sido arrendado, pois João Holanda Neto estava afastado das atividades devido a um diagnóstico de câncer.
Polêmicas surgiram após questionamentos sobre a efetiva destruição das drogas, mas as autoridades afirmaram que o material remanescente encontrado era de vegetação e restos da plantação já processada.