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São Paulo

Alckmin critica Flávio Bolsonaro por não liberar sigilos após desafio de Lula

Vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que Flávio Bolsonaro oferece desculpas ao recusar liberar sigilos bancário, fiscal e eletrônico após Lula desafiar o adversário.

21/10/2026 às 12h36

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quarta-feira (21), em Campinas (SP), que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, “está dando uma desculpa” ao não autorizar a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico. Alckmin defendeu que homens públicos, sobretudo candidatos, devem prestar contas à população.

O posicionamento de Alckmin ocorre após o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento autorizando a divulgação de seus sigilos e dos de familiares, condicionado à autorização recíproca por parte de Flávio Bolsonaro. Lula lançou o desafio durante o debate presidencial realizado no último domingo (18), retomando a proposta em entrevistas subsequentes.

Em sua visita ao Comitê do PT, Alckmin citou suspeitas que envolvem Flávio Bolsonaro, como acusações de rachadinha, funcionários fantasmas, além de questionamentos sobre operações financeiras e ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no contexto do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“Depois não presta contas da rachadinha, não presta contas de funcionário fantasma, não presta contas do Vorcaro. Não é possível. É desculpa”, declarou Alckmin. O vice-presidente ainda ressaltou que quem está na vida pública tem o dever de prestar contas permanentemente à população e sugeriu que quem deseja evitar esse tipo de exposição deve atuar no setor privado.

Flávio Bolsonaro enfrenta dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), um sobre lavagem de dinheiro e outro que apura o financiamento do filme “Dark Horse”. Ele nega envolvimento em irregularidades.

Por sua vez, Lula autorizou que seus sigilos incluam os referentes a seus familiares diretos, com a anuência destes, e os sigilos de empresas nas quais ele mantenha participação, como a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Além disso, o documento remetido ao TSE sugere que os dados estejam disponíveis para consulta pública antes de 21 de outubro de 2026, permitindo maior transparência para que o eleitor tenha condições de fazer uma escolha informada.

Na mesma data, Alckmin descartou ter sido convidado para o Ministério da Fazenda, pontuando que tais definições devem ocorrer após a eleição, e reforçou a necessidade de focar na campanha até o pleito.

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