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Senador Camilo Santana afirma que Davi Alcolumbre não votará PEC da Segurança enquanto durar debate sobre maioridade penal

Camilo Santana revela que presidente do Senado adia votação da PEC da Segurança devido a discussões sobre redução da maioridade penal.

21/10/2026 às 08h45  ·  Atualizado em 21/10/2026 às 08h46

O senador Camilo Santana (PT-CE), que é um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não tem a intenção de colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública enquanto o debate acerca da redução da maioridade penal estiver em andamento.

Camilo destacou que, caso os grupos bolsonaristas insistam na discussão sobre a diminuição da maioridade penal, o partido também deseja debater o tema. O senador e líder do PT no Senado é autor de uma emenda à PEC da segurança pública que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, porém apenas para casos de crimes hediondos.

Por sua vez, a oposição alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro pressiona pela aprovação de uma redução para 14 anos nos casos de crimes hediondos e para 16 anos nos demais casos.

Leia também: Flávio Bolsonaro e Lula alteram discursos sobre programas sociais, maioridade penal e trabalho na campanha de 2026

Desafios sobre sigilo e investigações envolvendo Flávio Bolsonaro

Camilo Santana também revelou que ainda está em aberto o desafio para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) autorize a quebra de seu sigilo telefônico, fiscal e bancário. Para reforçar a cobrança por transparência, Camilo apresentou a autorização dada por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula, para a quebra de seu sigilo. Lulinha é investigado em três inquéritos pela Polícia Federal, sob suspeita de tráfico de influência.

De acordo com Camilo, Flávio Bolsonaro deve abrir seus sigilos para provar que não possui nenhuma irregularidade. Até o momento, Flávio demonstrou resistência em aceitar a sugestão feita por Lula para liberar seus sigilos e os de sua família.

O convite para a abertura dos sigilos foi realizado pelo presidente Lula durante o debate da Band em 18 de outubro, quando Flávio Bolsonaro evitou responder diretamente o desafio, alegando que houve pagamentos “por fora” ao presidente e questionando a validade do pedido, sem confirmar se disponibilizaria as informações ou não.

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