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Júri de quatro dias inicia no RS para julgamento do caso Paula Perin Portes, seis anos após morte da jovem

O julgamento dos quatro acusados pela morte da jovem Paula Perin Portes começou em Soledade, RS, seis anos após crime ocorrido em 2020.

Por redação gnews 21/10/2026 às 08h27

Iniciou-se na manhã de terça-feira (20), em Soledade, no Norte do Rio Grande do Sul, o julgamento dos quatro homens acusados pela morte de Paula Perin Portes, jovem de 18 anos assassinada em 2020. O júri deve se estender até sexta-feira (23) e contará com 18 testemunhas de acusação e defesa.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Paula foi morta após presenciar uma agressão contra uma amiga, fato que levou os acusados a considerá-la uma ameaça por poder revelar informações. A motivação do crime foi atribuída à vingança.

Os réus Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos respondem por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Dionatan Portella da Silva ainda é acusado pelo crime de ocultação de cadáver.

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O corpo de Paula foi encontrado dois meses após seu desaparecimento em uma área rural de Soledade. O caso já teve o julgamento adiado por três vezes, sendo a suspensão mais recente determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apontou risco de nulidade processual relacionado à produção da prova testemunhal. O mérito do recurso está pendente de análise pela Sexta Turma do STJ. Em agosto, a prisão de um dos réus foi revogada pela Corte Superior.

Posicionamento das defesas

A defesa de João Albino Abegg dos Santos declarou confiança na Justiça e afirmou acreditar na inocência do cliente, negando participação no crime e destacando a ausência de provas capazes de comprovar seu envolvimento. João responde ao processo em liberdade.

O advogado de Dionatan Portella da Silva expressou expectativa de decisão absolutória, embasada nas provas presentes no processo e que serão apresentadas durante o júri.

A defesa de Gesriel da Cunha Wedy manifestou solidariedade à família de Paula, lamentando a maneira como o caso foi investigado e afirmando que aguardam serenamente o julgamento, confiantes na capacidade dos jurados de julgar pelo mérito das provas, sem a interferência da comoção popular.

O advogado de Micael Willian Rossi Ortiz destacou a fragilidade do conjunto probatório apresentado pela acusação e ressaltou que seu cliente também está em liberdade. A defesa confia no trabalho realizado por promotores especializados e espera que a realização do júri seja uma oportunidade para que a justiça prevaleça.

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