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Eleição e entrada de capital estrangeiro mantêm câmbio próximo de R$ 5,00, segundo análise do minidólar

Minidólar fecha em queda, com cenário eleitoral e fluxo de investimentos influenciando a estabilidade do câmbio acima de R$ 5,00.

21/10/2026 às 07h20

Os contratos futuros de minidólar com vencimento em novembro de 2026 (WDOX26) encerraram a sessão do dia 20 de outubro em queda de 0,36%, cotados a 5.036 pontos. O desempenho acompanha o recuo de 0,58% do dólar à vista, que teve a cotação finalizada em R$ 5,0182, marcado pela valorização do real impulsionada por fatores externos e nacionais.

Entre os elementos que influenciaram o movimento do câmbio estão o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional, refletido no recuo dos Treasuries de longo prazo, e o cenário eleitoral brasileiro, que aliado à entrada de capital estrangeiro, tem favorecido o real. O índice Ibovespa também ultrapassou a marca dos 208 mil pontos, acompanhando esse fluxo positivo.

Perspectiva técnica e fatores de mercado

De acordo com a análise técnica feita pelo economista e analista CNPI-T Rodrigo Paz, para que o movimento de queda do minidólar se mantenha, é necessária uma pressão vendedora que rompa o suporte situado entre 5.025 e 5.013,5 pontos. Caso isto ocorra, o contrato poderá avançar no movimento descendente, com alvos em 4.995,5 e 4.968,5 pontos, e em extensão, em regiões próximas de 4.939 a 4.917 pontos.

Leia também: Minidólar WDOX26: análise dos níveis decisivos para a sessão desta terça-feira

Por outro lado, um cenário de recuperação se desenharia com o rompimento das resistências entre 5.045 e 5.056,5 pontos, permitindo avanços subsequentes para 5.062,5 até 5.078,5 pontos, com possibilidade de alcançar 5.105 a 5.116,5 pontos se o fluxo comprador se mantiver consistente.

No gráfico diário, o minidólar segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando cautela para investidores, pois a possibilidade de recuperação é real, mas o espaço para quedas permanece aberto. Para retomar a alta, o ativo precisa superar resistências em 5.124,5, 5.192 e 5.274,5 pontos, que, uma vez ultrapassadas, podem ampliar o fluxo comprador em direção a 5.302,5 até 5.339 pontos.

Contexto para operadores na sessão atual

Para a sessão do dia 21 de outubro, o foco para os traders está na divulgação de pesquisas eleitorais do Instituto Quaest, além da interpretação do mercado sobre o cenário fiscal vigente e na capacidade do câmbio de manter-se próximo ao patamar dos R$ 5,00.

Será monitorado o comportamento da mínima recente de R$ 5,0044, a variação do índice do dólar americano (DXY) e dos Treasuries, além do fluxo de capital estrangeiro entrando na Bolsa brasileira como referências para avaliar o potencial de continuidade da tendência de queda ou a possibilidade de uma reação compradora.

No intervalo de 60 minutos, o minidólar permanece entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando ausência de decisão clara, porém a pressão vendedora segue presente. O caminho para confirmação de uma alta precisa da superação da faixa de 5.078,5 a 5.116,5 pontos, seguidos de resistência em 5.135 pontos e níveis superiores como 5.159 a 5.192 pontos.

Alternativamente, a manutenção da queda depende do rompimento dos suportes entre 5.013,5 e 4.995,5 pontos, o que pode gerar aceleração das vendas, pressionando o contrato para níveis entre 4.968,5 e 4.950 pontos, com possibilidades de atingir patamares em torno de 4.902,5 a 4.882 pontos em movimentos mais prolongados.

O índice de força relativa (IFR) de 14 períodos está atualmente em 39,69, indicando que o ativo não se encontra em condição de sobrecompra ou sobrevenda, reforçando a necessidade de atenção ao volume e direção do mercado para próximas movimentações.

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