Ministério Público arquiva investigação contra vereadora do RS acusada de maus-tratos a animal
Processo contra vereadora Eva Coelho Rosa foi arquivado após laudos indicarem ausência de agressão à cadela.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) arquivou o processo criminal contra a vereadora Eva Coelho Rosa, de Santana do Livramento, investigada por supostos maus-tratos a uma cadela. A decisão ocorreu após avaliação dos laudos veterinários que não evidenciaram agressões físicas aos animais.
A vereadora, conhecida como Simplesmente Eva, havia sido indiciada pela Polícia Civil em julho deste ano por maus-tratos, depois que um vídeo em que ela confessou ter agredido sua cadela com uma vassoura viralizou nas redes sociais. Na gravação, feita em 29 de junho, Eva justificou o ato como uma tentativa de separar uma briga entre animais.
Em vistoria realizada na residência da vereadora, acompanhada por um veterinário da prefeitura, não foram constatados indícios de maus-tratos nos cães. O inquérito foi remetido à Justiça no início de julho, mas o Ministério Público, após ouvir a vereadora e analisar os documentos, entendeu que não havia elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.
Além da esfera criminal, a Câmara Municipal de Santana do Livramento instaurou uma comissão processante para avaliar a conduta da vereadora, que poderia resultar em sua cassação. Em votação realizada em 7 de outubro, o plenário rejeitou o pedido por 12 votos contra, três a favor e uma abstenção, mantendo assim o mandato.
Segundo a defesa de Eva Coelho Rosa, as palavras utilizadas na transmissão ao vivo foram inadequadas e merecem reprovação, mas não refletem maus-tratos reais. A defesa argumentou que a cassação é uma medida extrema e que não havia provas de que a conduta da vereadora tornasse sua permanência no cargo incompatível com a dignidade da Câmara.
Em nota, os advogados ressaltaram que o processo seguiu todos os princípios do contraditório e ampla defesa, respeitando a decisão popular manifestada nas eleições. O episódio, embora tenha provocado repercussão, não comprometeu o mandato da vereadora, que reconheceu o erro, pediu desculpas e demonstrou arrependimento.